O Eu alienado ao desejo do outro
compreendendo a problemática das identificações primárias
DOI:
https://doi.org/10.60106/rsbppa.v27i2.928Palavras-chave:
Alteridade, Identificação alienante, Identificação primária, Narcisismo primário, Trabalho analíticoResumo
Este trabalho tem como objeto de estudo o tema das identificações, e propõe pensar as identificações primárias e as identificações alienantes, partindo do desamparo humano, ou melhor, da condição do recém-nascido. Visa compreender o longo caminho a ser percorrido rumo à alteridade, bem como os difíceis obstáculos para tal. As identificações primárias ganham destaque neste trabalho, porque fazem parte do momento inicial da vida do bebê, quando, sem o outro, ele não é nada. Esse primeiro tempo do processo identificatório — produto da atividade parental — é determinante no desenvolvimento da capacidade do Eu de pensar a sua própria existência. Aborda-se, ainda, o conceito de alienação, entendido como a impossibilidade de constituição da alteridade devido ao excesso dos anseios narcísicos, principalmente da mãe, com destaque para o papel do narcisismo parental nesse processo. Assim, compreende-se a identificação tanto como processo estruturante quanto como possível fonte de alienação subjetiva. A partir da escuta clínica, o trabalho propõe refletir sobre a função da análise enquanto espaço de elaboração e desidentificação das identificações alienantes, promovendo a emergência de um sujeito capaz de apropriar-se de si e construir uma alteridade.
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