O luto como ato

perspectivas psicanalíticas sobre perda, desejo e resistência

Autores

  • Guilherme Freitas Henderson Centro Universitário de Brasília

DOI:

https://doi.org/10.60106/rsbppa.v28i1.942

Palavras-chave:

Antígona, Desejo, Luto, Perda, Psicanálise

Resumo

Este artigo propõe uma leitura psicanalítica do luto que busca ir além do paradigma, de certo ensino freudiano, da substituição de objeto, articulando contribuições de Freud, Melanie Klein, Jean Allouch e Jacques Lacan. A partir de uma trajetória genealógica do conceito de luto (das suas raízes etimológicas às suas determinações sócio-históricas), o texto examina o trabalho de luto como processo singular e coletivo. Especial atenção é dada à crítica de Allouch ao modelo freudiano e à figura de Antígona como paradigma clínico-político do luto: um ato de desejo, resistência e inscrição simbólica da perda. Conclui-se que domesticar o luto reduz sua potência criativa e subjetiva, e que a clínica psicanalítica deve sustentar, mais do que apaziguar, as condições simbólicas para que o ato do luto se realize.

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Biografia do Autor

Guilherme Freitas Henderson, Centro Universitário de Brasília

Psicanalista. Doutor em Psicologia Clínica e Cultura pela Universidade de Brasília (UnB). Professor titular do curso de Psicologia no Centro Universitário de Brasília (CEUB) e Membro da Associação Lacaniana de Brasília.

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Publicado

24.09.2026

Como Citar

Henderson, G. F. (2026). O luto como ato: perspectivas psicanalíticas sobre perda, desejo e resistência. Psicanálise - Revista Da Sociedade Brasileira De Psicanálise De Porto Alegre, 28(1), 55–65. https://doi.org/10.60106/rsbppa.v28i1.942

Edição

Seção

Trabalhos Temáticos – A Clínica Psicanalítica