O luto como ato
perspectivas psicanalíticas sobre perda, desejo e resistência
DOI:
https://doi.org/10.60106/rsbppa.v28i1.942Palavras-chave:
Antígona, Desejo, Luto, Perda, PsicanáliseResumo
Este artigo propõe uma leitura psicanalítica do luto que busca ir além do paradigma, de certo ensino freudiano, da substituição de objeto, articulando contribuições de Freud, Melanie Klein, Jean Allouch e Jacques Lacan. A partir de uma trajetória genealógica do conceito de luto (das suas raízes etimológicas às suas determinações sócio-históricas), o texto examina o trabalho de luto como processo singular e coletivo. Especial atenção é dada à crítica de Allouch ao modelo freudiano e à figura de Antígona como paradigma clínico-político do luto: um ato de desejo, resistência e inscrição simbólica da perda. Conclui-se que domesticar o luto reduz sua potência criativa e subjetiva, e que a clínica psicanalítica deve sustentar, mais do que apaziguar, as condições simbólicas para que o ato do luto se realize.
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