O inconsciente
“mensageiro da verdade” sob a perspectiva da interação continente-conteúdo de W. R. Bion
DOI:
https://doi.org/10.60106/rsbppa.v9i1.251Palavras-chave:
Inconsciente, Verdade, Mentira, Pré-concepçãoResumo
O presente artigo representa uma investigação que tenta demonstrar, por meio da clínica, que o inconsciente, mais do que um órgão destinado a armazenar impulsos inconscientes indesejados que continuamente procuram obter satisfação, representa, mais em um sentido ôntico, um órgão que inesgotavelmente segrega verdade. Em virtude de que a consciência percebe a realidade mediante informação obtida pelos órgãos dos sentidos, que estão submetidos ao princípio do prazer, sempre existe o perigo de que a consciência minta; mentira que, com freqüência, implica um perigo para a própria vida. O inconsciente, então, atuaria como um órgão corretor das mentiras da consciência, mediante “pré-conceitos”, estados de desejabilidade ou expectativa comparável à disposição inata ou apriorística que o bebê tem para o mamilo. O conceito de recalcamento, criado por Freud, pode ser questionado a partir da perspectiva da teoria do “continente-conteúdo” (Bion) que dá suporte ao movimento do pré-consciente no sentido da verdade produzida pelo inconsciente.
Downloads
Referências
BENVENISTE, E. Problems in General Linguistics. Miami: Miami University Press, 1971.
BION, W. R. (1962). Learning from experience. In: Seven servants, New York: Jason Aronson, 1977.
______. Second Thoughts: selected papers on psycho-analysis, New York: Jason Aronson, 1967.
______. Cogitations. London: Karnak Books, 1992.
FAIRBAIRN, W. R. D. Psychoanalytic Studies of the Personality. London: Tavistock, 1952.
FREUD, S. (1900). The Dream-Work. In: SE. London: Hogarth Press. vol. 4-5 .
______(1911). Formulations on the Two Principles of Mental Functioning. In: SE. London: Hogarth Press. vol. 12, p. 213.
______(1911a) The Handling of Dream Interpretation in Psychoanalysis. In: SE. London: Hogarth Press. vol. 12, p. 93.
______(1915). The Unconscious. In: SE. London: Hogarth Press. vol. 14, pp. 159, 201.
______. (1920). Beyond the Pleasure Principle. In: SE. London: Hogarth Press. vol. 18, p. 28.
______ (1925). The Interpretation of Dreams (1900). In: SE. London: Hogarth Press. vol. 5, p. 506n
KLEIN, M. (1946). Notes on some schizoid mechanisms. In: . Envy and Gratitude. London: Virago, 1990.
LACAN J. (1966). Écrits. Paris: Seuil. LAPLANCHE, J.; LECLAIRE, S. (1960). The Unconscious: a psychoanalytic study. Yale French Studies, n. 48, 1972.
LÓPEZ-CORVO, R. E. Diccionario de la Obra de Wilfred R. Bion’s. Madrid: Biblioteca Nueva, 2002
MATTE-BLANCO, I. The Unconscious as Infinite Sets. London: Karnac Books, 1998.
MELTZER, D. Dream-Life. London: Clunie Press, 1983.
RICOEUR, P. (1970). Freud and Philosophy: an essay on interpretation. New Haven: Yale University Press.
SAUSSURE, F. (1916). Course in General Linguistics. Glasgow: Collins Fontana.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Atribuo os direitos autorais que pertencem a mim, sobre o presente trabalho, à SBPdePA, que poderá utilizá-lo e publicá-lo pelos meios que julgar apropriados, inclusive na Internet ou em qualquer outro processamento de computador.