Psicanálise como instrumento ético-político antirracista
uma clínica do reconhecimento
DOI:
https://doi.org/10.60106/rsbppa.v27i1.923Palavras-chave:
Clínica do reconhecimento, Racismo, Teoria do reconhecimentoResumo
Fruto das elaborações de um coletivo de pesquisa que se inscreve sob o nome “Psicanálise e Política”, esta escrita propõe pensar a psicanálise para além de seu campo clínico tradicional, concebendo-a como um dispositivo ético-político comprometido com a urgência de um enfrentamento antirracista. A partir da interlocução com a teoria do reconhecimento desenvolvida por Axel Honneth — cuja centralidade reside na compreensão do sofrimento social como expressão de déficits de reconhecimento —, articulamos essa perspectiva com a noção de uma clínica do reconhecimento elaborada por Isildinha Baptista Nogueira. Trata-se, assim, de inscrever o racismo estrutural brasileiro como uma forma específica de violência simbólica e subjetiva, reveladora de um regime de reconhecimento seletivo e excludente. Ao fazê-lo, propomos uma reflexão sobre uma escuta psicanalítica que rompa com os alicerces de uma racionalidade colonial, permitindo à psicanálise habitar o tempo presente não como reflexo de sua tradição, mas como vetor de sua transgressão.
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Referências
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