Psicanálise como instrumento ético-político antirracista

uma clínica do reconhecimento

Autores

  • Rosana Rossatto Instituto de Ensino e Pesquisa em Psicoterapia de Orientação Psicanalítica
  • Fabíola Malaguez Instituto de Ensino e Pesquisa em Psicoterapia de Orientação Psicanalítica
  • Bruna Bayer Instituto de Ensino e Pesquisa em Psicoterapia de Orientação Psicanalítica
  • Renata Chaves Serafini Instituto de Ensino e Pesquisa em Psicoterapia de Orientação Psicanalítica
  • Júlia Martini Instituto de Ensino e Pesquisa em Psicoterapia de Orientação Psicanalítica

DOI:

https://doi.org/10.60106/rsbppa.v27i1.923

Palavras-chave:

Clínica do reconhecimento, Racismo, Teoria do reconhecimento

Resumo

Fruto das elaborações de um coletivo de pesquisa que se inscreve sob o nome “Psicanálise e Política”, esta escrita propõe pensar a psicanálise para além de seu campo clínico tradicional, concebendo-a como um dispositivo ético-político comprometido com a urgência de um enfrentamento antirracista. A partir da interlocução com a teoria do reconhecimento desenvolvida por Axel Honneth — cuja centralidade reside na compreensão do sofrimento social como expressão de déficits de reconhecimento —, articulamos essa perspectiva com a noção de uma clínica do reconhecimento elaborada por Isildinha Baptista Nogueira. Trata-se, assim, de inscrever o racismo estrutural brasileiro como uma forma específica de violência simbólica e subjetiva, reveladora de um regime de reconhecimento seletivo e excludente. Ao fazê-lo, propomos uma reflexão sobre uma escuta psicanalítica que rompa com os alicerces de uma racionalidade colonial, permitindo à psicanálise habitar o tempo presente não como reflexo de sua tradição, mas como vetor de sua transgressão.

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Biografia do Autor

Rosana Rossatto, Instituto de Ensino e Pesquisa em Psicoterapia de Orientação Psicanalítica

Sócia graduada do Instituto de Ensino e Pesquisa em Psicoterapia de Orientação Psicanalítica (IEPP). Pesquisadora do grupo Psicanálise e Política. Graduada em Filosofia pela Universidade de Caxias do Sul (UCS) e em Psicologia pela Faculdade da Serra Gaúcha (FSG).

Fabíola Malaguez, Instituto de Ensino e Pesquisa em Psicoterapia de Orientação Psicanalítica

Sócia graduada do Instituto de Ensino e Pesquisa em Psicoterapia de Orientação Psicanalítica (IEPP). Pesquisadora do grupo Psicanálise e Política. Graduada em Pedagogia e em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Bruna Bayer, Instituto de Ensino e Pesquisa em Psicoterapia de Orientação Psicanalítica

Sócia graduada do Instituto de Ensino e Pesquisa em Psicoterapia de Orientação Psicanalítica (IEPP). Coordenadora do grupo Psicanálise e Política. Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Mestre em Psicanálise: Clínica e Cultura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Renata Chaves Serafini, Instituto de Ensino e Pesquisa em Psicoterapia de Orientação Psicanalítica

Sócia graduada do Instituto de Ensino e Pesquisa em Psicoterapia de Orientação Psicanalítica (IEPP). Pesquisadora do grupo Psicanálise e Política. Graduada em Psicologia pelo Centro Universitário Metodista IPA.

Júlia Martini, Instituto de Ensino e Pesquisa em Psicoterapia de Orientação Psicanalítica

Sócia graduada do Instituto de Ensino e Pesquisa em Psicoterapia de Orientação Psicanalítica (IEPP). Pesquisadora do grupo Psicanálise e Política. Psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Referências

Habermas, J. (2014). Conhecimento e interesse (M. L. P. Lima, Trad.). Editora UnB.

Honneth, A. (2009). Luta por reconhecimento: A gramática moral dos conflitos sociais (L. Repa, Trad., 2a ed.). Editora 34. (Trabalho original publicado em 1992)

Lacan, J. (1998). Escritos. Zahar. (Trabalho original publicado em 1966)

Nogueira, I. B. (2019). Do olhar do outro à sublimação de se constituir negro. In I Simpósio Bienal SBPSP – O Mesmo, O Outro (pp. 362-374). Blucher. https://pdf.blucher.com.br/socialsciencesproceedings/isbsbpsp/52.pdf

Nogueira, I. B. (2021). A cor do inconsciente: Significações do corpo negro. Editora Perspectiva.

Souza, N. S. (1983). Tornar-se Negro: As vicissitudes da identidade do negro brasileiro em ascensão social. Ed. Graal.

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Publicado

18.09.2025

Como Citar

Rossatto, R., Malaguez, F., Bayer, B., Serafini, R. C., & Martini, J. (2025). Psicanálise como instrumento ético-político antirracista: uma clínica do reconhecimento. Psicanálise - Revista Da Sociedade Brasileira De Psicanálise De Porto Alegre, 27(1), 249–262. https://doi.org/10.60106/rsbppa.v27i1.923

Edição

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