O infantil e a identificação projetiva
DOI:
https://doi.org/10.60106/rsbppa.v27i2.931Palavras-chave:
Bion, Contratransferência, Identificação projetiva, Melanie Klein, Técnica psicanalíticaResumo
Este trabalho aborda a identificação projetiva a partir de Melanie Klein, destacando sua ênfase no infantil, nas posições esquizoparanóide e depressiva e nos mecanismos de defesa primitivos. Klein concebeu a identificação projetiva como uma fantasia inconsciente na qual o bebê introduz aspectos indesejáveis no corpo materno. Seus seguidores, como Bion e Rosenfeld, ampliaram a noção, compreendendo-a também como mecanismo de comunicação e instrumento técnico. Bion relacionou o fenômeno ao modelo continente-contido e à função alfa materna, enquanto Rosenfeld destacou a projeção de partes boas e más do self no objeto. O estudo do romance Se eu fosse você, de Julien Green, serviu a Klein como ilustração literária da dinâmica projetiva. Um exemplo clínico evidencia como o analista é afetado pela identificação projetiva e como pode utilizá-la como recurso interpretativo. Conclui-se que esse mecanismo implica sempre transformações no receptor e levanta questões centrais sobre contratransferência e introjeção.
Downloads
Referências
Bion, W. R. (1959). Attacks on linking. International Journal of Psycho-Analysis, 40, 308–315.
Bion, W. R. (1962). Learning from experience. Heinemann.
Freud, S. (1921). Massenpsychologie und Ich-Analyze. In Gesammelte Werke (Vol. 13). S. Fischer Verlag.
Green, J. (1950). Si j’étais vous. Plon.
Grinberg, L. (1956). On projective identification. International Journal of Psycho-Analysis, 37, 418–422.
Grinberg, L. (1957). Countertransference and projective identification. International Journal of Psycho-Analysis, 38, 225–231.
Heimann, P. (1950). On counter-transference. International Journal of Psycho-Analysis, 31, 81–84.
Joseph, B. (1985). Transference: The total situation. International Journal of Psycho-Analysis, 66, 447–454.
Klein, M. (1921). The development of a child. International Journal of Psycho-Analysis, 2, 167–180.
Klein, M. (1926). The psychological principles of early analysis. International Journal of Psycho-Analysis, 7, 128–138.
Klein, M. (1929). Personification in the play of children. International Journal of Psycho-Analysis, 10, 193–204.
Klein, M. (1930). The importance of symbol-formation in the development of the ego. International Journal of Psycho-Analysis, 11, 24–39.
Klein, M. (1933). The early development of conscience in the child. International Journal of Psycho-Analysis, 14, 176–193.
Klein, M. (1946). Notes on some schizoid mechanisms. International Journal of Psycho-Analysis, 27, 99–110.
Klein, M. (1955). On identification. International Journal of Psycho-Analysis, 36, 137–142.
Meltzer, D. (1979). Estados sexuais da mente. Imago.
Ogden, T. H. (1979). On projective identification. International Journal of Psycho-Analysis, 60, 357–373.
Rosenfeld, H. (1971). A clinical approach to the psychoanalytic theory of the life and death instincts: An investigation into the aggressive aspects of narcissism. International Journal of Psycho-Analysis, 52, 169–178.
Segal, H. (1973). Introduction to the work of Melanie Klein. Hogarth Press.
Spillius, E. B (1883). Uma visão da evolução clínica kleiniana: Da antropologia à psicanálise. Imago.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Atribuo os direitos autorais que pertencem a mim, sobre o presente trabalho, à SBPdePA, que poderá utilizá-lo e publicá-lo pelos meios que julgar apropriados, inclusive na Internet ou em qualquer outro processamento de computador.






