O infantil e a identificação projetiva

Autores

  • Gildo Katz Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre

DOI:

https://doi.org/10.60106/rsbppa.v27i2.931

Palavras-chave:

Bion, Contratransferência, Identificação projetiva, Melanie Klein, Técnica psicanalítica

Resumo

Este trabalho aborda a identificação projetiva a partir de Melanie Klein, destacando sua ênfase no infantil, nas posições esquizoparanóide e depressiva e nos mecanismos de defesa primitivos. Klein concebeu a identificação projetiva como uma fantasia inconsciente na qual o bebê introduz aspectos indesejáveis no corpo materno. Seus seguidores, como Bion e Rosenfeld, ampliaram a noção, compreendendo-a também como mecanismo de comunicação e instrumento técnico. Bion relacionou o fenômeno ao modelo continente-contido e à função alfa materna, enquanto Rosenfeld destacou a projeção de partes boas e más do self no objeto. O estudo do romance Se eu fosse você, de Julien Green, serviu a Klein como ilustração literária da dinâmica projetiva. Um exemplo clínico evidencia como o analista é afetado pela identificação projetiva e como pode utilizá-la como recurso interpretativo. Conclui-se que esse mecanismo implica sempre transformações no receptor e levanta questões centrais sobre contratransferência e introjeção.

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Biografia do Autor

Gildo Katz, Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre

Médico psiquiatra pela UFRGS, membro titular com função didática da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre, professor e supervisor da Fundação Universitária Mario Martins.

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Publicado

13.11.2025

Como Citar

Katz, G. (2025). O infantil e a identificação projetiva. Psicanálise - Revista Da Sociedade Brasileira De Psicanálise De Porto Alegre, 27(2), 82–90. https://doi.org/10.60106/rsbppa.v27i2.931

Edição

Seção

Trabalhos Temáticos – Identificação

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