Traumatismos precoces
do corpo ao sonho
DOI:
https://doi.org/10.60106/rsbppa.v28i1.947Palavras-chave:
Autoficção, Função onírica, Psicossomática, TraumatismoResumo
O autor aborda os destinos do traumatismo psíquico precoce a partir de uma perspectiva metapsicológica. Parte-se da ideia de que o trauma depende da relação entre a experiência vivida e a capacidade do psiquismo de representá-la. Quando, nas primeiras relações com o objeto primário, há falhas no ritmo entre presença e ausência, pode surgir dificuldades de simbolização, empobrecimento da função onírica e um funcionamento operatório, marcado por pensamento factual e pouca elaboração psíquica. Nessas condições, o traumático pode encontrar no corpo um destino de inscrição, manifestando-se na somatização. Em contraste, quando há possibilidade de simbolização, o trauma pode ser transformado em representação, sonho e criação, como se observa em formas literárias como a autoficção, que permitem retrabalhar narrativamente experiências traumáticas.
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