Traumatismos precoces

do corpo ao sonho

Autores

  • Thércio Andreatta Brasil Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre

DOI:

https://doi.org/10.60106/rsbppa.v28i1.947

Palavras-chave:

Autoficção, Função onírica, Psicossomática, Traumatismo

Resumo

O autor aborda os destinos do traumatismo psíquico precoce a partir de uma perspectiva metapsicológica. Parte-se da ideia de que o trauma depende da relação entre a experiência vivida e a capacidade do psiquismo de representá-la. Quando, nas primeiras relações com o objeto primário, há falhas no ritmo entre presença e ausência, pode surgir dificuldades de simbolização, empobrecimento da função onírica e um funcionamento operatório, marcado por pensamento factual e pouca elaboração psíquica. Nessas condições, o traumático pode encontrar no corpo um destino de inscrição, manifestando-se na somatização. Em contraste, quando há possibilidade de simbolização, o trauma pode ser transformado em representação, sonho e criação, como se observa em formas literárias como a autoficção, que permitem retrabalhar narrativamente experiências traumáticas.

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Biografia do Autor

Thércio Andreatta Brasil, Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre

Psiquiatra. Psicanalista. Membro associado da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre (SBPdePA).

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Publicado

24.09.2026

Como Citar

Brasil, T. A. (2026). Traumatismos precoces: do corpo ao sonho. Psicanálise - Revista Da Sociedade Brasileira De Psicanálise De Porto Alegre, 28(1), 127–133. https://doi.org/10.60106/rsbppa.v28i1.947

Edição

Seção

Metapsicologia do Trauma