As dissidências sexuais na família contemporânea

Autores

  • Denise Zimpek Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre

DOI:

https://doi.org/10.60106/rsbppa.v28i1.950

Palavras-chave:

Alteridade, Dissidências sexuais, Gênero, Identificação, Vínculo

Resumo

Este trabalho contempla a evolução do conceito de família, partindo da perspectiva de Lévi-Strauss, que a vê como um fenômeno social sustentado pela transição do biológico ao simbólico, especialmente pela proibição do incesto. Contudo, tais princípios já não abarcam as novas configurações familiares, que romperam com o patriarcado tradicional. Estamos diante de mudanças revolucionárias trazidas pela busca de direitos por homossexuais, ampliando o significado de família. Podemos sintetizar a família como espaço de estruturação e ruptura narcísica, onde o sujeito deve encontrar lugar para sua alteridade. Autores consagrados discutem como o bebê é inserido em um patrimônio simbólico e como o narcisismo materno pode influenciar todo seu processo identificatório. O processo de constituição do sujeito e suas dissidências sexuais é marcado por expectativas familiares, imposições e a necessidade de acolhimento do filho real, valorizando o vínculo e a diferença.

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Biografia do Autor

Denise Zimpek, Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre

Membro titular com função didática da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Porto Alegre.

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Publicado

24.09.2026

Como Citar

Zimpek, D. (2026). As dissidências sexuais na família contemporânea. Psicanálise - Revista Da Sociedade Brasileira De Psicanálise De Porto Alegre, 28(1), 154–160. https://doi.org/10.60106/rsbppa.v28i1.950