Mãe preta, filho branco; mãe branca, filho preto

traumas do sentir-se negro

Autores/as

  • Bruno Silveira Cadigune ITIPOA — Psicanálise e Criatividade

DOI:

https://doi.org/10.60106/rsbppa.v26i2.893

Palabras clave:

Desenvolvimento infantil, Família inter-racial, Racismo estrutural, Trauma

Resumen

O racismo estrutural é uma realidade na sociedade brasileira e pode ser observado, principalmente, quando se leva em consideração as configurações de famílias inter-raciais e os impactos gerados no desenvolvimento psíquico infantil oriundas dessas relações. As crianças e os adultos que experienciam sentimentos de aceitação ou de rejeição dentro dessas dinâmicas familiares desenvolvem diferentes formas de ver a si mesmos, os outros e o mundo ao redor. Este trabalho propõe pensar o desenvolvimento psíquico infantil a partir do atravessamento do racismo estrutural, manifestado muitas vezes em situações sofridas por mães pretas e filhos brancos, mães brancas e filhos pretos. Esta escrita tem como objetivo refletir sobre as formas pelas quais o negro, a história negra e a ancestralidade negra têm sido negadas nos discursos psicanalíticos teóricos no que tange a assuntos relacionados às famílias interraciais e suas dinâmicas de interação, negligenciando o sentir da criança desde o seu nascimento.

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Biografía del autor/a

Bruno Silveira Cadigune, ITIPOA — Psicanálise e Criatividade

Psicólogo, em formação de orientação psicanalítica pelo ITIPOA — Psicanálise e Criatividade.

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Publicado

2024-12-20

Cómo citar

Cadigune, B. S. (2024). Mãe preta, filho branco; mãe branca, filho preto: traumas do sentir-se negro. Psicanálise - Revista Da Sociedade Brasileira De Psicanálise De Porto Alegre, 26(2), 86–96. https://doi.org/10.60106/rsbppa.v26i2.893

Número

Sección

Artigos e Ensaios Temáticos – O Traumático Em Cena